Hibria comemora 30 anos de vida e lança “On The Shortness of Live” em Porto Alegre
Postado em 29/09/2026


Produção: Hibria e Agência Artística

Na noite de 20 de setembro de 2026, o Bar Opinião, em Porto Alegre, recebeu o Hibria para uma apresentação especial que celebrou os 30 anos de carreira da banda. Fundado na capital gaúcha em 1996, o grupo voltou à cidade onde sua história começou para apresentar sua nova formação e divulgar o recém-lançado “On the Shortness of Life”, álbum inspirado em reflexões do filósofo romano Sêneca sobre tempo, finitude, escolhas e a maneira como conduzimos nossa existência.

Com Ângelo Parisotto nos vocais, Abel Camargo e Velles nas guitarras, Benhur Lima no baixo e William Schuck na bateria, o Hibria apresentou um repertório que não ficou restrito ao novo trabalho. A proposta foi justamente percorrer diferentes momentos de uma carreira que começou em Porto Alegre, ganhou projeção internacional a partir de “Defying the Rules” e levou a banda a países como Japão, China, Coreia do Sul, Taiwan e diversas cidades da Europa.

“Pulse” abriu a apresentação com a intensidade que se espera do Hibria. Uma das faixas do novo álbum, a música rapidamente mostrou que a atual formação não pretende fazer do aniversário de 30 anos apenas uma celebração do passado. O peso das guitarras, a força da bateria de William, que já ganhou destaque logo na introdução, e a presença de Ângelo deixaram claro desde os primeiros minutos que a banda está pronta para escrever um novo capítulo de sua história.

Na sequência vieram as clássicas “Shoot Me Down” e “Silent Revenge”, duas músicas de fases diferentes da discografia, mostrando que a noite seria construída justamente sobre essa alternância entre passado e presente. O repertório seguiu com “Against the Wall”, outra faixa do novo álbum, que ganhou bastante força ao vivo.

A nova formação é, naturalmente, um dos pontos de maior atenção. Abel, único integrante da formação original, divide as guitarras com Velles, formando uma dupla que consegue reproduzir a característica técnica do Hibria sem deixar a apresentação excessivamente dependente da velocidade.

O baixo de Benhur, velho conhecido do público por já ter feito parte de outras fases da banda, aparece com timbre e clareza surpreendentes, casando perfeitamente com a bateria de William, especialmente nas faixas que recuperam a sonoridade mais agressiva do grupo.

E o que falar de Ângelo, que desde o ano passado assumiu uma posição naturalmente difícil: ocupar o posto de uma banda com uma história vocal bastante conhecida e, ao mesmo tempo, ajudar a estabelecer a identidade de uma nova fase. Ao vivo, demonstra segurança e personalidade, alternando os momentos mais melódicos com uma interpretação mais agressiva quando o repertório exige.

Depois de “Silence Will Make You Suffer”, o show avançou para “Undying”, mais uma composição do novo álbum. A música representa justamente essa ideia de ruptura com uma existência conduzida de maneira automática e, ao vivo, funciona como uma das faixas que melhor conectam a proposta conceitual do disco com a sonoridade tradicional do grupo.

As clássicas “The Anger Inside” e “Millennium Quest” trouxeram novamente a velocidade para o palco. O contraste entre as diferentes épocas funcionou bem durante toda a apresentação, permitindo que quem acompanha o Hibria há muitos anos encontrasse músicas conhecidas enquanto o novo material ganhava seu espaço.

Na sequência, “Animus” reforçou mais uma vez a presença do novo álbum no repertório. A faixa faz parte da narrativa de “On the Shortness of Life”, que acompanha um personagem em um processo de confronto com suas próprias escolhas e com a maneira como utiliza o tempo disponível.

O show continuou com “Reborn From The Ashes” e “Welcome To The Horror Show”, antes de chegar a “Living Under Ice”. Nesse momento, já estava claro que o repertório não havia sido montado simplesmente para apresentar o disco novo, mas para percorrer diferentes capítulos da história da banda.

“A Kingdom To Share” preparou o público para a reta final da apresentação. Com 30 anos de carreira, o Hibria possui repertório suficiente para construir diferentes tipos de setlist, e a escolha desta noite conseguiu equilibrar músicas que ajudaram a formar sua identidade com o material que representa o momento atual.

No bis, vieram dois dos momentos mais esperados da noite.

“Steel Lord On Wheels” trouxe de volta uma das músicas mais conhecidas do repertório do Hibria, enquanto “Tiger Punch” encerrou a apresentação em alta velocidade. A reação do público confirmou a importância dessas músicas para quem acompanha a trajetória da banda e fechou a noite justamente com algumas das características que mais marcaram sua história: peso, técnica e velocidade.

O show deixou claro que o aniversário de 30 anos não serviu apenas para olhar para trás. O Hibria revisitou sua história, mas também apresentou ao público uma banda que está construindo, mais uma vez, um novo capítulo.

E, pelo que foi apresentado no palco do Opinião, essa nova fase chega com músicos que entenderam o peso da história que carregam e, ao mesmo tempo, demonstraram ter personalidade suficiente para escrever suas próprias páginas dentro dela. A nova formação mostrou força, segurança e, principalmente, que o Hibria continua tendo muito a oferecer ao público depois de três décadas de estrada.

Setlist:
Pulse
Shoot Me Down
Silent Revenge
Against the Wall
Silence Will Make You Suffer
Undying
The Anger Inside
Millennium Quest
Animus
Reborn From The Ashes
Welcome To The Horror Show
Living Under Ice
A Kingdom To Share
Bis:
Steel Lord On Wheels
Tiger Punch

 

 
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