
Produção: Mercury Concerts
Na noite do dia 16 de setembro de 2026, a KTO Arena, em Porto Alegre, recebeu o Helloween, uma das bandas mais importantes da história do power metal, para uma apresentação que celebrou seus 40 anos de carreira. A passagem pelo Brasil fez parte da turnê comemorativa da banda alemã e reuniu clássicos diferentes dos executados pelo grupo na última turnê, passando por diferentes períodos de sua trajetória e, claro, incluindo músicas do seu mais recente álbum de inéditas, “Giants and Monsters”, lançado no ano passado.
“March of Time” abriu a apresentação e imediatamente colocou o público para cantar. Na sequência vieram “The King for a 1000 Years” e “Future World”, mostrando que a escolha do repertório conseguiu contemplar também mais momentos da fase Andi Deris. Em vez de concentrar a comemoração apenas nos grandes clássicos, a banda percorreu diferentes momentos de sua carreira, alternando músicas mais antigas com faixas dos trabalhos mais recentes.

Foto: Chico Izidro
Kai Hansen teve seus momentos de destaque ao longo da apresentação, principalmente quando chegaram as músicas dos primeiros anos do Helloween. “Ride the Sky” trouxe de volta a atmosfera mais crua dos primórdios da banda, enquanto Michael Kiske e Deris dividiram a responsabilidade pelos diferentes períodos da carreira.
A presença dos três vocalistas segue funcionando perfeitamente ao vivo. Kiske continua demonstrando uma voz extremamente característica, enquanto Deris mantém a postura de frontman que construiu ao longo de décadas. Hansen, com sua voz mais visceral, segue sendo a ligação com os primeiros anos da banda.
O repertório seguiu passando por diferentes fases, com músicas como a nova “This Is Tokyo”, “We Burn”, “Twilight of the Gods”, “Into the Sun”, “Hey Lord!” (ponto alto do show, o álbum “Better Than Raw” de 1998 simbolizado de forma surpreendente), “Universe (Gravity for Hearts)” e “Hell Was Made in Heaven”. Para quem acompanha a trajetória do Helloween, foi uma oportunidade de revisitar diferentes momentos da discografia sem que o show dependesse exclusivamente da nostalgia.

Foto: Chico Izidro
Kiske, Deris e Hansen conversaram com o público em diferentes momentos e mantiveram uma relação bastante próxima com a plateia. A KTO Arena, antiga Pepsi On Stage, respondeu durante toda a apresentação, especialmente nos grandes clássicos, quando as vozes do público muitas vezes eram mais altas do que as da própria banda.
A produção também teve papel importante. O grande painel de LED no fundo do palco acompanhava as músicas com diferentes imagens e animações, enquanto a iluminação ajudava a criar momentos distintos ao longo do espetáculo. Nos trechos mais grandiosos, a pirotecnia completava o cenário.

Foto: Henrique Haag
Depois de um solo de bateria, chegou um dos momentos mais aguardados da noite: “I Want Out”! O clássico foi recebido com uma das maiores reações do público e transformou o local em um enorme coro. É uma daquelas músicas que dispensam qualquer apresentação e que, depois de tantos anos, continuam funcionando exatamente como deveriam ao vivo.
Na sequência, Kiske e Deris voltaram ao palco apenas com um violão e surpreenderam com um trecho de “Let It Be”, dos Beatles. Em seguida, iniciaram a clássica “In the Middle of a Heartbeat”, emendando depois com “A Tale That Wasn’t Right” e a nova “A Little Is a Little Too Much”, preparando o público para alguns dos momentos mais fortes da noite.
Mais um momento de Hansen veio com a crua “Heavy Metal (Is the Law)”, mostrando que as primeiras composições da banda ainda têm muita força ao vivo.

Foto: Chico Izidro
“Halloween” começa grandiosa, acompanhada pela produção visual e pelos efeitos de palco. A resposta do público mostrou por que músicas como essa continuam sendo tão importantes dentro da história do Helloween e do próprio power metal.
Depois de uma apresentação que já havia passado por diferentes fases da carreira, o bis começou com “Eagle Fly Free”. Um dos maiores clássicos da banda foi recebido novamente com a arena inteira cantando, antes de “Power” e “Dr. Stein” conduzirem o show para seus momentos finais.
O encerramento ficou por conta do refrão de “Keeper of the Seven Keys”, colocando um ponto final em uma apresentação que passou por quatro décadas de história do Helloween.
Acompanho o Helloween desde 2000 e posso afirmar que é impossível representar 40 anos de carreira em um único show. São muitos discos, formações e músicas importantes para que qualquer repertório consiga contemplar tudo. Ainda assim, a apresentação em Porto Alegre conseguiu justamente aquilo que se esperava de uma comemoração desse tipo: revisitar diferentes momentos da trajetória do Helloween sem deixar de lado a força que a banda ainda demonstra ao vivo.
“Halloween” começa grandiosa, acompanhada pela produção visual e pelos efeitos de palco. A resposta do público mostrou por que músicas como essa continuam sendo tão importantes dentro da história do Helloween e do próprio power metal.
Depois de uma apresentação que já havia passado por diferentes fases da carreira, o bis começou com “Eagle Fly Free”. Um dos maiores clássicos da banda foi recebido novamente com a arena inteira cantando, antes de “Power” e “Dr. Stein” conduzirem o show para seus momentos finais.

Foto: Chico Izidro
O encerramento ficou por conta do refrão de “Keeper of the Seven Keys”, colocando um ponto final em uma apresentação que passou por quatro décadas de história do Helloween.
Acompanho o Helloween desde 2000 e posso afirmar que é impossível representar 40 anos de carreira em um único show. São muitos discos, formações e músicas importantes para que qualquer repertório consiga contemplar tudo. Ainda assim, a apresentação em Porto Alegre conseguiu justamente aquilo que se esperava de uma comemoração desse tipo: revisitar diferentes momentos da trajetória do Helloween sem deixar de lado a força que a banda ainda demonstra ao vivo.

Foto: Henrique Haag
Setlist:
1. Introdução: Let Me Entertain You (Robbie Williams)
March of Time
The King for a 1000 Years
Future World
This Is Tokyo
We Burn
Twilight of the Gods
Ride the Sky
Into the Sun
Hey Lord!
Hell Was Made in Heaven
Solo de bateria
I Want Out
Let It Be (The Beatles)
In the Middle of a Heartbeat
A Tale That Wasn’t Right
A Little Is a Little Too Much
Heavy Metal (Is the Law)
Halloween
Bis:
Eagle Fly Free
Power
Dr. Stein
Keeper of the Seven Keys (apenas o refrão)

Colecionador de discos, apaixonado por shows e colaborador do Arena Heavy!
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