“To Hell With God” manteve o Deicide imbatível, com destaque para Ralph Santolla
Postado em 03/04/2025


Mais de uma década se passou desde o lançamento de “To Hell With God”, e o décimo álbum do Deicide continua sendo um dos destaques da discografia da banda. Lançado em 2011, o disco marcou a consolidação da formação com Jack Owen e Ralph Santolla nas guitarras, ao lado dos veteranos Glen Benton (baixo/vocal) e Steve Asheim (bateria).

O álbum recebeu críticas positivas da mídia especializada. O site Blabbermouth.net destacou que “To Hell With God” é uma representação definitiva do que o Deicide representa: uma afronta direta e sacrílega, executada com velocidade intensa e intenções malignas. O disco combina elementos do estilo clássico da banda com nuances modernas, resultando em um som memorável e brutal.

A produção de Mark Lewis no Audiohammer Studios garantiu uma sonoridade pesada e cristalina, com cada instrumento soando com a agressividade necessária. No entanto, algumas resenhas apontaram que, apesar da brutalidade intacta, os vocais de Benton soam mais previsíveis em comparação a lançamentos anteriores, perdendo um pouco do impacto visceral.

Por outro lado, a participação do saudoso Ralph Santolla é amplamente elogiada. Seus solos técnicos adicionaram uma nova dimensão musical ao estilo cru e implacável do Deicide, sendo descritos como “impressionantes” pelo Metal Music Archives. Esse diferencial tornou “To Hell With God” um trabalho mais dinâmico dentro da discografia da banda.

Musicalmente, o álbum mantém a identidade do Deicide, com faixas como “Save Your” e “Conviction” entregando a velocidade insana esperada pelos fãs. Já “How Can You Call Yourself a God” introduz melodias sombrias que se destacam em meio à agressividade do disco. A capa, embora não tão impactante quanto a de “Serpents of the Light”, complementa a temática anticristã característica da banda. Interessante destacar que o álbum atingiu posições boas nas paradas da Billboard, um feito e tanto para uma banda do estilo.

Mesmo após tantos anos, “To Hell With God” segue relevante, mostrando que, enquanto Glen Benton continuar empunhando seu baixo, o Deicide jamais perderá sua essência. Afinal, ele já passou dos 33 anos e continua vivo, então, acho que tão cedo a banda não para, para deleite de nossos combalidos tímpanos.

 
Categoria/Category: Destaque · Resenha de Discos
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