
Com o espírito rebelde das rádios piratas dos anos 1960, a banda Green Lung tomou de assalto as ondas do rádio para transmitir sua própria propaganda sonora. Girando o dial para a esquerda e sintonizando em influências vintage — de Lucifer’s Friend a Black Widow —, o novo single “Black Magick Radio“ traça a história do próprio occult rock. A faixa faz referências a marcos do proto-gótico londrino, como o Le Macabre (um café em Soho onde era possível “tomar café sobre um caixão”) e a The Process Church of the Final Judgement (uma seita pré-Manson sediada em Mayfair). Uma verdadeira celebração do rock mágico ao longo do tempo e pelo mundo, esta nova transmissão promete encantar tanto os iniciados quanto os ipsissimi.
“Black Magick Radio“ faz parte do próximo álbum de estúdio do Green Lung, Necropolitan, com lançamento previsto para sexta-feira, 11 de setembro de 2026. Um retrato monumental do poder da natureza sobre os sonhos e o domínio da humanidade, Necropolitan é também uma grande homenagem às lendas ocultistas e à cena de heavy music da cidade natal da banda, Londres.
A banda declarou: *”‘Black Magick Radio’ é a nossa carta de amor ao occult rock e uma promessa de espalhar sua palavra o mais longe que pudermos. Todos juntos agora… Eko Eko Azarak, Eko Eko Zomelak…”
O videoclipe oficial, dirigido por Billy Howard Price, estreia hoje e mostra uma típica família de subúrbio completamente indefesa diante do raio de alcance do poder oculto da música.
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Ouça “Black Magick Radio” aqui:
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Assista ao videoclipe de “Black Magick Radio” aqui:
Com o produtor Tom Dalgety (Opeth, Ghost) no comando — desta vez cuidando de tudo, da gravação à mixagem —, a banda se mudou para o Rockfield Studios em janeiro de 2026, seguindo as pegadas lameadas de algumas de suas principais inspirações, de Black Sabbath e Queen a Judas Priest. Sonoramente, eles estavam determinados a capturar seu megalítico som ao vivo com mais precisão do que nunca, reduzindo seus arranjos habitualmente densos e multifacetados à sua forma mais crua e direta, gravando grande parte do álbum ao vivo para registrar o peso herdado do Sabbath, os órgãos Hammond frenéticos e os melotrons assombrosos da forma mais fiel possível.
O resultado é um álbum que combina os refrões marcantes e grandiosos de This Heathen Land com uma crueza e peso intransigentes, levando a marca registrada de narrativa sônica da banda a novos patamares macabros.
Se, um ano após o show Back to the Beginning do Black Sabbath e a morte de Ozzy Osbourne, você tinha alguma dúvida sobre o futuro do metal britânico tradicional, Necropolitan vai enterrá-las de vez. Aqui está uma banda pegando a tocha dos patriarcas do heavy metal e correndo com ela, transbordando toda a técnica e o talento narrativo que mantêm a chama do gênero acesa há meio século, usando-os para moldar um universo lírico e sonoro totalmente próprio.
Uma banda de culto em todos os sentidos da palavra, o Green Lung surgiu na cena de heavy rock de Londres com o EP de estreia autoral Free the Witch (2018).
Bebendo de uma série de influências musicais peculiarmente britânicas — do hard rock sombrio ao prog e psicodélico pastoral, passando pela teatralidade de terror da Hammer Horror na NWOBHM —, a banda rapidamente subiu ao topo da cena de metal do Reino Unido.
Celebrando em suas letras o folclore, os mitos e as lendas da Grã-Bretanha, eles evocam o espírito selvagem e bruxesco de seus antepassados para uma nova geração.
O Green Lung lançou três álbuns aclamados pela crítica: Woodland Rites (2019), Black Harvest (2021) e This Heathen Land (2023). Eles já excursionaram internacionalmente com Clutch, Opeth e Unto Others, além de se apresentarem em palcos de grandes festivais, do Roadburn ao Download. Seu último álbum, This Heathen Land, alcançou o primeiro lugar na parada oficial de álbuns de Rock e Metal do Reino Unido (Official Charts).
“Isso é heavy metal como deve ser feito” – The Guardian

Maicon Leite atua como Assessor de Imprensa com a Wargods Press e é co-autor do livro Tá no Sangue!, e claro, editor do Arena Heavy!
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