“Gates of Twilight”, a estreia certeira do Wings of Steel; confira resenha
Postado em 11/07/2026


Antes de mais nada, a primeira coisa que tenho em mente ao ver o nome do Wings of Steel é lembrar da banda australiana Pegazus, que durante a década de 1990 lançou dois álbuns incríveis: “Wings of Destiny” (1997) e o clássico “Breaking the Chains” (1999). Quem acompanhou aquela safra noventista deve lembrar da faixa de abertura do debut do Pegazus, cujo título batizou o nome Wings of Steel. Música fortíssima, ótima abertura. A capa do álbum também lembra as artes dos australianos.  Entretanto, não sei dizer se a dupla sequer sabe de sua existência, e as lembranças param por aí, pois o som dos americanos tem uma pegada totalmente diferente daquela criada na terra dos cangurus, ainda que expressem seu amor pelo Heavy Metal de forma pujante e inspirada.

Com uma pegada mais Hard Rock, mas com muito Heavy Metal clássico e um toque fortíssimo de blues, o álbum “Gates of Twilight”, cujo título nos faz pensar numa banda de Power Metal, esbanja melodia em dez faixas grudentas, cativando os ouvintes neste belo debut.

A força motriz por trás do Wings of Steel atende por dois nomes: o vocalista sueco Leo Unnermark e o guitarrista estadunidense Parker Halub, com o baterista Mike Mahan completando o line-up como convidado especial. A química entre a dupla é o grande trunfo de “Gates of Twilight”. Leo possui um alcance vocal assombroso, disparando agudos que remetem instantaneamente a lendas como o saudoso Midnight (do inigualável Crimson Glory) e Michael Kiske (Helloween). Por outro lado, Parker destila riffs e solos que transpiram puro feeling, mostrando que fez a lição de casa escutando os velhos mestres.

Logo na abertura com “Liar In Love”, fica claro que não estamos diante de mais uma banda genérica. A faixa é um cartão de visitas certeiro, conduzida por um refrão que cola na cabeça logo na primeira audição. Os riffs são cortantes e pesados e a cozinha não deixa furos. Outro destaque imediato é “Cry Of The Damned”, que puxa mais para o lado do Heavy Metal tradicional, sem soar exagerada em nenhum momento. Os riffs são muito bons! E se a ideia é sentir aquela vibração calcada no blues mencionada no início, basta dar o play em “Leather and Lace”, uma faixa carregada de emoção, onde a dupla brilha de forma espetacular.

A faixa-título, “Gates Of Twilight”, é mais um ponto alto da audição, trazendo uma aura um pouco mais épica e muito bem cadenciada, mas com muita variação. De início, aposta numa sonoridade mais quebrada e pesada, para finalizar de forma um pouco mais veloz, com ótimos solos. Toda essa dinâmica do disco ganha ainda mais relevância graças à excelente mixagem do produtor francês Damien Rainaud, que soube manter o som orgânico, quente e com cara de clássico dos anos oitenta. O material foge quilômetros de distância daquela sonoridade plastificada de muitos lançamentos atuais.

Num cenário, onde no geral o estilo vem revelando ótimos expoentes, o Wings of Steel chega chutando a porta. “Gates of Twilight” é um registro altamente inspirado, feito com muita alma e totalmente indicado para quem respira música pesada, independente do estilo. Lançado no Brasil pela Shinigami Records, o álbum deverá agradar tanto fãs de Heavy Metal quanto de Hard Rock.

Track list do álbum:

Liar in Love
Fall in Line
Garden of Eden
Cry of the Damned
She Cries
Lady of the Lost
Leather and Lace
Slave of Sorrows
Gates of Twilight
Into the Sun

Adquira o álbum:
https://www.lojashinigamirecords.com.br/p-9503537-Wings-Of-Steel—Gates-Of-Twilight

Confira o álbum do Spotify:

Assista ao vídeo de “Leather and Lace”:

 

 
Categoria/Category: Destaque · Resenha de Discos
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