Confira “One” na segunda noite do espetáculo do Metallica na Sphere, em Las Vegas
Postado em 05/10/2026


Cumprindo a promessa do formato “No Repeat Weekend”, quarteto muda 100% do repertório e das projeções, resgatando “Devil’s Dance” após 18 anos e abrindo com “Blackened”

No último sábado (3 de outubro), o Metallica subiu ao palco da Sphere, em Las Vegas, para a segunda noite de sua residência “Life Burns Faster”. Cumprindo à risca a proposta do formato “No Repeat Weekend”, a banda alterou integralmente o repertório e toda a programação visual em 360 graus da arena em relação à estreia da última quinta-feira (1º), apresentando 16 faixas completamente diferentes ao longo de quase duas horas de concerto.

Um dos momentos de maior impacto audiovisual da apresentação ocorreu na reta final da noite, com a execução do clássico “One”, do álbum …And Justice for All (1988). O trecho inicial da faixa — marcado pelos efeitos sonoros de artilharia, rajadas de metralhadora e hélices de helicóptero — ganhou uma dimensão inédita graças ao sistema de áudio espacial da Sphere e às projeções de um campo de batalha devastado que tomaram toda a cúpula de LED em resolução 16K. A atmosfera de trincheira envolveu os 20 mil presentes antes mesmo de James Hetfield e Kirk Hammett iniciarem os primeiros acordes da introdução melancólica, preparando o terreno para a explosão de Thrash Metal que antecedeu o encerramento com “Enter Sandman”.

Raridades de “Load” e “Reload” e abertura histórica

Assim como na primeira noite — quando “Battery” abriu o show pela primeira vez em mais de uma década —, o Metallica manteve a estratégia de iniciar o espetáculo com um clássico de abertura resgatado de 2014: desta vez, a escolhida foi “Blackened”, que não cumpria o papel de primeira música de um concerto do grupo desde 9 de agosto de 2014.

A grande surpresa do setlist para os colecionadores de estatísticas, porém, veio na quarta música da noite: o resgate de “Devil’s Dance”, faixa pesada e cadenciada de Reload (1997), que não era executada ao vivo havia mais de 18 anos (sua última aparição datava de 7 de junho de 2008). A fase dos anos 1990 do Heavy Metal do quarteto teve forte presença no sábado, incluindo também o retorno da épica “The Outlaw Torn”, de Load (1996), ausente dos palcos desde setembro de 2019, além de “Fuel”, “King Nothing” e do tradicional cover de “Whiskey in the Jar”.

Enquanto a estreia teve “The Call of Ktulu” como tributo ao saudoso baixista Cliff Burton, a segunda noite reservou a monumental instrumental “Orion”, de Master of Puppets (1986), para homenagear o músico sob novas projeções espaciais no domo do The Venetian Resort. A residência “Life Burns Faster” segue em Las Vegas com mais duas datas nesta semana, nos dias 8 e 10 de outubro.

 
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